Os vícios comportamentais estão preocupando os especialistas. Afinal, o uso inadequado da tecnologia pode  transformar coisas aparentemente inofensivas, como os videogames, em algo bem perigoso. Diante disso, a Organização Mundial da Saúde (OMS) agora classifica o distúrbio do jogo, um vício em jogar videogames, como uma condição real de saúde mental.

Os relatos desta mudança surgiram, originalmente, em dezembro de 2017, com base em um esboço divulgado pela Classificação Internacional de Doenças da OMS, o CID. Muitos profissionais de saúde mental discordaram do acréscimo sugerido, mas a OMS divulgou oficialmente esse rascunho, incluindo os problemas causados pelo uso excessivo dos videogames, dia 18 de junho. Como o tema é muito recente, os médicos ainda estão descobrindo a melhor maneira de tratá-lo. Enquanto isso, selecionamos algumas dicas que podem ser adotadas para evitar o problema, conforme já testado pela ciência:

• Procure uma fonte saudável de dopamina, substância produzida no cérebro que atua, especialmente, no controle do movimento, memória e sensação do prazer. Exercitar-se fisicamente com regularidade poderá ser uma boa fonte. Além disso, o exercício poderá ajudá-lo a superar o período mais difícil, driblando a abstinência;

• comece a conversar com um amigo ou membro da família sobre suas preocupações. O ‘ombro amigo’ é sempre bem-vindo;

• se alimente e hidrate de forma saudável regularmente. Você precisará de energia o suficiente para manter sob controle os sintomas do distúrbio, além de promover o bem-estar para a sua vida.

 

Mesmo seguindo as dicas, a compulsão pelo jogo está custando a sua saúde e felicidade? Procurar um profissional de saúde mental poderá ser uma boa escolha. Ele pode te ajudar a superar os desconfortos causados pelo vício. Não tenha vergonha de pedir ajuda.