Close de cabeça de uma mulher que está puxando o cabelo pra trás mostrando que tem alopecia central fibrosante

Dra. Dulcilea Ferraz

Um dia você está se olhando no espelho, puxando os cabelos para trás na tentativa de fazer um rabo de cavalo ou um coque e…. sente um frio na barriga! “Estou ficando careca! Minha testa ficou grande!”.

Vem um desespero: “qual o tipo de profissional devo procurar?”

É o momento de marcar uma consulta com um médico dermatologista, com qualificação na área de Tricologia Médica.

Porém, não se desespere. Marque uma consulta para ocorrer a possibilidade de um diagnóstico. Pode ser que você não tenha problema nenhum, mas é conveniente tirar a dúvida e, caso seja necessário, iniciar o tratamento precocemente.

Nos últimos anos, o número de pacientes com o diagnóstico de Alopecia Frontal Fibrosante vem aumentando significativamente.

Este tipo de alopecia ocorre mais frequentemente em mulheres após os 50 anos (após a menopausa), mas há vários relatos de casos na literatura de ocorrência também em mulheres mais jovens (na pré-menopausa), e mesmo em homens.

A queda de cabelos pode se iniciar nas sobrancelhas anos ou meses antes da queda de cabelos no couro cabeludo, motivo pelo qual em outro texto deste site eu tento chamar a atenção para as falhas de sobrancelhas.

Essa queda de pelos das sobrancelhas leva as mulheres à pigmentação cosmética dessas áreas, muitas vezes definitiva, sem imaginar que essa alopecia de sobrancelhas pode ser o primeiro sinal da patologia Alopecia Frontal Fibrosante.

Diagnóstico

O aspecto mais importante e evidente para o diagnóstico deste tipo de alopecia é a perda de cabelos “em faixa” na região de implantação de cabelos na testa, gerando uma testa alargada, grande.

Muitas vezes, essa queda de cabelos é tão sutil que sequer foi percebida anteriormente pelo paciente, ao ponto dele demorar anos para notá-la e começar a pensar em procurar um dermatologista. Consequentemente, ele chega ao nosso consultório com perda, às vezes, de mais de 2 cm de faixa de cabelos na região de implantação de cabelos na fronte.

Quadro clínico

A Alopecia Frontal Fibrosante costuma provocar queda de pelos dos cílios, antebraços, pernas, axilas, virilhas e no homem, na região da barba.

A pele da face pode apresentar textura diferente, com aspecto mais envelhecido, ou apresentar muitas “bolinhas”, parecendo alergia de pele. Isto pode ocorrer meses, ou até mesmo anos antes da perda de cabelos “em faixa” na testa.

Algumas pacientes, principalmente as de tom de pele mais escuro, podem apresentar escurecimento da pele, principalmente na face e pescoço, meses ou anos antes da perda de cabelos “em faixa” na borda de implantação destes na testa.

Estes sinais de bolinhas e escurecimento da pele, da face e pescoço, podem ser os primeiros sinais notados na Alopecia Frontal Fibrosante e necessitam ser investigados em consulta. O objetivo é possibilitar um diagnóstico precoce deste tipo de alopecia antes de ocorrer a queda de cabelos na região frontal (testa alargada).

A pessoa acometida por este tipo de alopecia pode ainda apresentar sintomas de coceira, queimação, ardor ou dor e os sinais de vermelhidão e descamação na área afetada.

Qual a maior desvantagem deste tipo de alopecia?

É ser uma alopecia cicatricial. E o que isso significa? Que pode ocorrer perda definitiva dos cabelos e pêlos do corpo.

Porém, há uma vantagem importante em se consultar rapidamente: o diagnóstico precoce da Alopecia Frontal Fibrosante possibilita evitar a perda de mais fios de cabelos e, dessa forma, estabilizar a doença.

Principais aspectos da Alopecia Frontal Fibrosante:

  • falhas nas sobrancelhas e até mesmo de cílios;
  • sintomas de coceira, queimação, ardor ou dor no couro cabeludo, principalmente na borda de implantação dos cabelos;
  • queda de cabelos;
  • queda de cabelos na borda de implantação dos cabelos na testa (fronte);
  • alargamento da testa, mesmo que não sinta nada, ou que não note perda de cabelos nessa área do corpo;
  • descamação e vermelhidão na borda de implantação dos cabelos (principalmente testa);
  • pele da face aparentemente “empolada”: várias bolinhas que não existiam ou textura de pele modificada na face;
  • escurecimento da pele na face, pescoço ou outras áreas do corpo;
  • no homem, falhas nas “costeletas”, na barba e na borda dos cabelos.

Enfim…

Portanto, se você notou algum desses aspectos acima, marque uma consulta médica com um dermatologista com qualificação na área de Tricologia Médica: a ciência do cabelo!

Quer saber mais sobre as doenças que afetam o couro cabeludo? Leia mais conteúdos da Dra. Dulcilea aqui no Convite à Saúde e siga nossos perfis nas redes sociais (Facebook, Instagram e Twitter).