pais brincando com seu filho

Dra. Juliana Campos

Em um mundo de alto desempenho, muitos pais querem que seus filhos vivam em um ambiente estimulante, com o objetivo de conseguir um desenvolvimento rápido de suas habilidades. O bebê precisa de estimulação constante, porém é importante que ela seja correta e bem equilibrada. Em excesso, pode trazer sérias conseqüências e afetar a vida da criança.

Primeiro mês

Depois de nove meses no útero da mãe, o bebê nasce e conhece um mundo totalmente novo. Nos primeiros dois meses de vida, o bebê precisa de uma estimulação muito leve, tanto visual quanto auditiva.

Visão

O estímulo visual pode ser feito apresentando ao bebê figuras simples como, por exemplo, formas geométricas em preto e branco. A parede perto do trocador é um ótimo lugar para colar imagens que podem ser alteradas regularmente.

Audição

Para desenvolver a audição do bebê, é recomendável cantar, ler e falar com ele. Repita seu nome com frequência. Ele aprenderá a detectar sua presença através da voz.

Segundo e terceiro mês

Coordenação

Nos próximos dois meses, o bebê aprende o básico sobre coordenar seus braços e pernas. Se ele abre os dedos, coloque um objeto em sua mão para que ele aprenda a segurá-lo e soltá-lo. Nesta idade, este movimento ainda é um reflexo, o aprendizado irá ocorrer com o tempo.

Comunicação

Fale, cante… A sua voz agora é familiar para ele. É também durante este período que o bebê começa a socializar.

Entre quatro e seis meses

A coordenação do bebê melhora dia a dia. Ele pega e solta seus brinquedos. Você perceberá que ele já tem seus favoritos. Ele os transfere de uma mão para outra e os coloca na boca. É hora de apresentá-lo a várias formas e cores. Escolha sempre brinquedos seguros e apropriados para a idade.

Entre seis e 12 meses

Este período é muito importante para o desenvolvimento físico da criança. O bebê pode sentar, rastejar, bater palmas e, em alguns casos, até andar. Ele começa a usar seu polegar e indicador para colocar objetos na boca, incluindo a comida. O bebê também gosta de soltar, jogar e ‘correr’ atrás de objetos.

Segurança em primeiro lugar

Crie uma área segura para o bebê. Evite fios suspensos, móveis instáveis e objetos que ele possa puxar. Ele precisa ser capaz de se mover com segurança e explorar o ambiente, sabendo que você está nas proximidades.

Entendendo a ajuda

É também o momento de fazê-lo descobrir, muito modestamente, as tarefas domésticas. Você dobra a roupa? Dê-lhe algumas toalhas coloridas para guardar. Você está cozinhando? Ensine-o a reconhecer os ingredientes, os cheiros. Aproveite esses momentos para estimular sua aprendizagem.

Mas, cuidado! Evite o excesso de estímulo

Para todos os pais, cada estágio de crescimento dos filhos é uma fonte de grande satisfação. Querer estimular a criança é natural, mas é muito fácil cometer excessos.

Estimulação excessiva afeta o sistema nervoso em desenvolvimento, causando estresse na criança. Mesmo os sorrisos e as canções podem, em algum momento, estimulá-lo demais. O bebê precisa de vários períodos de calma e relaxamento durante o dia, além da quantidade adequada de sono, para consolidar o que aprendeu e fazer uma limpeza e restauração do cérebro.

As consequências da super estimulação

Transtorno do sono

Uma criança que é muito estimulada pode ter dificuldade em dormir, pode chorar sem motivo e tornar-se hipersensível.

Estresse

O excesso de estimulação causa estresse na criança, com sérias consequências para a saúde e o desenvolvimento cerebral.

Ansiedade

A criança, desde cedo, pode sentir a cobrança dos pais em relação ao seu desempenho. A criança tenta ser perfeita, esperta e inteligente para agradar e tentar conquistar o amor dos pais, sentindo-se constantemente ansiosa em relação ao seu próprio comportamento.

A melhor estratégia para estimular o bebê é passar tempo com ele. Através da interação com os pais, carinho, conversas, músicas e brincadeiras simples, a criança aprende, se desenvolve, fica tranquila e se sente segura para explorar o mundo. Passar mais tempo com o filho ensina aos pais sobre a personalidade do bebê, suas preferências e os sinais que ele demonstra ao se sentir cansado, ansioso ou triste. A proximidade facilita a comunicação e torna a vida mais tranquila para a família.

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