Dois cachorro do tronco pra cima e elementos de homeopatia (plantas, conta gotas e comprimidos) em um fundo cinza

Dra. Adriana Bonfioli

Você provavelmente já ouviu falar em homeopatia, um método terapêutico alternativo indicado para cura, tratamento e prevenção de patologias diversas. Mas…. e homeopatia para pets? Já ouviu falar?

A homeopatia vem como uma alternativa e, também, complemento aos tratamentos alopáticos tradicionais. Além disso, é indicada para tratar o indivíduo, ou pet, e não especificamente a doença de modo isolado.

Esse tipo de tratamento é reconhecido pelo Conselho Federal de Medicina, liberado e recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS).Pode ser indicado para doenças físicas e psicológicas de diferentes causas, atuando como uma prática complementar que visa tratar todos os aspectos daquela vida.

Combinada com boas práticas e cuidados, a homeopatia pode nos ajudar a cuidar e a prolongar a vida dos nossos pets.

Para aprender mais sobre os tratamentos não convencionais e práticas integrativas para a saúde do seu pet, continue conosco!

Um pouco da história da homeopatia

A homeopatia foi concebida na Europa no final do século XVIII. Nessa época, a medicina local fazia recurso de práticas primitivas e sofríveis nos procedimentos. Muito do que se realizava era baseado em experiências empíricas ou senso comum.

Algumas das formas de tratamento incluíam o expurgo de fluidos (como a drenagem do sangue ou forçar vômitos e diarréias), a aplicação de sanguessugas e a ingestão de substâncias tóxicas ou venenosas (como prata, mercúrio e arsênico).

Tendo em vista essas práticas, o médico, pesquisador e químico Doutor Samuel Hahnemann se encontrava desanimado com o seu trabalho e buscava um método alternativo que promovesse a verdadeira cura, sem a violência e precariedade das condutas já empregadas.

Usando de seus conhecimentos em vários idiomas, ele ingressou em uma aprofundada pesquisa de diferentes registros de experimentos médicos, e acabou encontrando referências. Em seus estudos, descobriu que o pai da medicina ocidental do século IV, Hipócrates, e o conhecido alquimista e médico Paracelso, do século XV, falaram sobre o princípio de “curas semelhantes”.

Além disso, encontrou base para um experimento nos registros do médico escocês William Cullen, que sugeriu ter encontrado a cura para a malária na casca de uma árvore chamada Cinchona, porque esta era amarga. Ora, não poderia ser esse o motivo, pois Hahnemann possuía conhecimentos suficientemente avançados em química para saber que, nesse caso, hipoteticamente, todas as substâncias amargas poderiam curar a malária.

Assim, ele decidiu ingerir pequenas doses da casca, usando-se como cobaia, e documentou tudo o que experienciou. Após certo tempo, ele desenvolveu suores, calafrios, fraqueza e todos os sinais da malária. A partir daí, ele percebeu que ele causara a doença a si mesmo, então, desse modo, não seria possível curá-la da mesma forma?

A homeopatia nasce a partir daí!

O pesquisador continuou testando diversas substâncias por anos antes de apresentá-las como tratamento ao público. Ele relaciona a cura com a doença, daí surge o termo “homeopatia” (do grego para “semelhante” e “sofrimento”), e o termo “alopatia” (do grego para “oposto” e “sofrimento”) para a medicina que busca a cura em vias opostas à doença.

Desse modo, os sintomas passariam a ser aliviados sem o uso de drogas e os tratamentos poderiam ser aplicados não somente em seres humanos, mas também em animais e seres vivos que estejam doentes.

Como a homeopatia funciona?

A homeopatia vem como um estímulo para a “força vital”, trabalhando e reformulando padrões vibracionais doentes ou perturbados em nosso campo energético, material e espiritual. Isso transforma o físico, os pensamentos, sentimentos, emoções, ou o que se entende na medicina alternativa, como a “totalidade do ser”.

Esse tipo de prática é aplicado em diversas culturas, sendo nomeada de maneiras diferentes e estabelecendo formas distintas de tratamento. Os médicos chineses, por exemplo, chamam de “chi”, os japoneses chamam de “ki”, os iogues da Índia chamam de “prana”, os quiropráticos chamam de “o inato” e por aí vai.

Todavia, os propósitos são semelhantes: curar o ser e não somente a doença. Uma forma interessante de como entender e aplicar essa filosofia é pensar no processo de cura de um corte na mão: seu corpo não demanda que a sua mente inicie o processo de cura. A força vital do seu organismo faz isso de maneira automática e eficiente, com o objetivo de manter tudo funcionando perfeitamente. Sem essa força, não podemos viver.

Dessa forma, na medicação homeopática, estaria a mesma força vital responsável pela manifestação dos sintomas na doença e esta seria extremamente sensível aos remédios.

Como são as medicações?

Durante o processo de testes e produção das medicações com as substâncias disponíveis, Hahnemann passou a diluí-las em busca de minimizar sua toxicidade, e assim percebeu que isso as tornava mais eficazes.

Os remédios homeopáticos são feitos em diferentes potências, de acordo com a necessidade de sua aplicação, e podem ser feitas homeopatias para patologias específicas, como também homeopatias personalizadas de acordo com os relatos e as necessidades de cada paciente.

A cura ocorre por um efeito reflexivo da substância no corpo. Isso é feito estimulando primeiro a energia do corpo, que por sua vez estimula o sintoma físico.

Sua composição pode vir de materiais de origem animal, vegetal ou mineral, englobando mais de 2 mil tipos de remédios. Eles estão disponíveis no formato de tinturas, drágeas, cápsulas, pílulas, pomadas, entre inúmeras outras formas de aplicação possíveis de se praticar pelos métodos de diluição da substância matriz. Existe uma proporção para essa composição química, e esse processo deve ser meticuloso e realizado por um profissional, para que a medicação possa oferecer resultado adequado.

É importante pontuar que a homeopatia pode ser elaborada para qualquer ser vivo, pois ela trabalha a energia quântica viva. Portanto, é possível tratar os pets com essas medicações e oferecer a eles um complemento à saúde por meio delas.

Tipos populares de homeopatias e seu uso em pets

As homeopatias podem ser usadas para restaurar a saúde e trazer equilíbrio para o seu bichinho. Confira algumas das aplicações mais populares:

  • Arnica: indicada para dores em geral, rigidez devido ao esforço físico excessivo, dores e lesões músculo-esqueléticas.
  • Arsenicum album: um dos principais remédios para o trato gastrointestinal. Indicado para vômitos e diarréia causados ​​pela ingestão de alimentos estragados.
  • Bórax (o remédio, não o pó): indicado para medo de tempestades e fogos de artifício.
  • Calêndula: indicado para infecções de pele ou qualquer tipo de infecção externa. Pode ser usado como remédio oral ou pomada externa.
  • Ipecac: indicado para tratar náuseas, vômitos ou diarréia.
  • Ledum: indicado para mordidas ou picadas de insetos. Historicamente, Ledum provou ser eficaz na prevenção ou cura do tétano após ferimentos como perfurações. Atualmente, é usado por muitos homeopatas para tratar a doença de Lyme.
  • Myristica: indicado como remédio para infecções do saco anal e problemas crônicos do saco anal.
  • Fósforo: um remédio importante em diarréias, pneumonias, distúrbios reprodutivos e distúrbios da pele de variados tipos.
  • Silicea: expulsa corpos estranhos como lascas ou espinhos.

Homeopatia x medicina natural: qual a diferença?

É muito comum a confusão entre a homeopatia e a fitoterapia (ou medicina das plantas), assim como a medicina dos florais, que vem exclusivamente das flores de regiões e localidades específicas.

A homeopatia (assim como os florais, algumas aplicações da fitoterapia e outras práticas integrativas para a saúde) trabalham com a cura quântica e energética, estimulando a força vital, o sistema de vivacidade do corpo que regula a cura.

Já as ervas da medicina natural funcionam tal qual os medicamentos alopáticos, pois são substâncias que afetam diretamente os sintomas por interferências físico-químicas.

Além disso, as ervas são uma forma de consumir o remédio mais ameno e equilibrado em relação às drogas alopáticas comuns. Entretanto, possuem em seus componentes químicos propriedades que podem, por exemplo, diminuir a freqüência cardíaca ou matar bactérias, enquanto os remédios homeopáticos estimulam a resposta de cura para tornar o corpo inóspito à sobrevivência das bactérias.

Enfim…

Depois de tudo isso, foi possível entender que muito da nossa vida e da vida de nossos bichinhos é afetado pela energia. A homeopatia é uma forma inovadora e eficaz de manter os nossos pets em equilíbrio.

É possível encontrar a ajuda de um profissional e tratar o seu animalzinho não apenas no físico, como também no mental e na essência. Porém, não podemos esquecer que a nossa energia também afeta os pets.

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