Médico medindo com fita métrica a barriga de um paciente homem

Dra. Erika Figueiredo

A obesidade é um dos principais problemas de saúde do mundo, segundo a OMS (Organização mundial de saúde). Além da questão estética, ser obeso significa ter um risco aumentado de doenças como diabetes, asma, apnéia do sono, hipercolesterolemia, hipertensão arterial, doenças cardiovasculares e alguns tipos de câncer.

Como saber se você está obeso?

A obesidade é diagnosticada quando o índice de massa corporal (IMC) está acima de 30. Este índice é calculado dividindo-se o peso (em quilogramas) pela altura ao quadrado (em centímetros).

O IMC é considerado uma boa estimativa de gordura corporal, mas tem algumas limitações, já que não considera se o peso é constituído por músculos ou gordura. Exemplo: atletas muito musculosos podem ter IMC altos e não serem obesos.

Confira a tabela de valores abaixo e veja se você está dentro do peso:

IMC Status
Menor que 18,5 Baixo peso
18,5 a 24,9 Normal
25 a 29,9 Sobrepeso
30 a 34,9 Obesidade classe I
35 a 39,9 Obesidade classe II
Maior que 40 Obesidade extrema

Causas da obesidade

Existem causas genéticas, hormonais e comportamentais. Porém, os principais fatores que levam à obesidade são:

  • Sedentarismo
  • Alimentação inadequada

O consumo de calorias acima do que é gasto pelo corpo faz com que ocorra armazenamento de gordura.

Fatores de risco

Alguns fatores estão ligados diretamente ao surgimento da doença. São eles:

  • Genética: os genes afetam a quantidade e os locais onde a gordura é armazenada e também a eficiência do metabolismo;
  • Metabolismo: a eficiência do metabolismo difere de um indivíduo para outro.
  • Fatores hormonais: vários hormônios estão envolvidos no mecanismo de fome e saciedade. Um exemplo é a grelina, o hormônio da fome;
  • Estilo de vida da família: a obesidade é frequente em pessoas da mesma família não apenas por causas genéticas, mas porque os hábitos de exercício e alimentares são geralmente semelhantes e inadequados;
  • Sedentarismo: não gastar as calorias consumidas faz com que sejam armazenadas na forma de gordura;
  • Dieta: uma dieta muito calórica e pobre em frutas e vegetais contribui para o ganho de peso;
  • Doenças: algumas doenças causam obesidade, como Síndrome de Prader-Willi e Síndrome de Cushing, porém, sua ocorrência é rara. Mulheres com síndrome do ovário policístico apresentam alterações hormonais que contribuem para o ganho de peso;
  • Medicações: alguns antidepressivos, anticonvulsivantes, hipoglicemiantes orais, antipsicóticos, corticosteróides e beta bloqueadores predispõe ao ganho de peso;
  • Condição socioeconômica: geralmente define os tipos de alimentos consumidos e o acesso a exercícios;
  • Idade: com o envelhecimento, os fatores hormonais, a diminuição da massa muscular e a inatividade contribuem para o ganho de peso;
  • Gravidez/lactação: é comum o ganho de peso durante a gravidez e a lactação. Algumas mulheres têm dificuldade para retornar ao peso prévio;
  • Sono inadequado: falta ou excesso de horas de sono alteram os hormônios que aumentam o apetite;
  • Fatores emocionais: comer quando estamos entediados ou ansiosos pode levar ao ganho de peso.

Complicações

  • Aumento dos Triglicérides e redução do HDL.
  • Diabetes tipo 2.
  • Hipertensão arterial.
  • Doença coronariana.
  • Acidente vascular cerebral.
  • Câncer (ex: endométrio, mama, próstata e cólon).
  • Apneia do sono.
  • Doença da vesícula biliar.
  • Irregularidade menstrual.
  • Infertilidade.
  • Disfunção erétil.
  • Esteatose hepática.
  • Osteoartrite.
  • Síndrome metabólica.
  • Depressão.

Prevenção

Para prevenir o ganho de peso e a obesidade, várias medidas são necessárias. As mais importantes são:

  • Exercícios regulares: pelo menos 30 minutos por dia de atividades físicas moderadas como caminhada rápida e natação.
  • Dieta saudável: consumir alimentos densos em nutrientes como legumes. frutas e vegetais, além de evitar bebidas alcoólicas, doces, alimentos processados/industrializados.
  • Monitorar seu peso regularmente: fique atento às roupas, elas são um bom parâmetro de avaliação!

Diagnóstico

O diagnóstico de obesidade indica a necessidade de exames para investigar a presença ou risco aumentado de doenças associadas. São analisados:

  1. Circunferência abdominal: a gordura abdominal, armazenada entre os órgãos, aumenta ainda mais o risco de doenças. Mulheres com circunferência abdominal maior que 80-84cm, e homens com valores maiores que 90-94cm têm maior risco de diabetes, hipertensão arterial e doenças cardiovasculares.
  2. Laboratório: exames laboratoriais podem incluir medida do colesterol, testes de função hepática, glicemia, testes tireoidianos e outros.

Obesidade e seu tratamento

O objetivo do tratamento da obesidade é reduzir o peso e mantê-lo.

A perda gradativa é recomendada por ser mais segura e eficaz no longo prazo. Todos os programas para perda de peso incluem mudanças na dieta e aumento da atividade física. O apoio de uma equipe multidisciplinar é muitas vezes necessário para o sucesso do tratamento.

Em alguns casos, são utilizados medicamentos redutores do apetite ou cirurgia bariátrica.

E aí, gostou do texto? Para ler mais conteúdos como este, fique de olho em nosso Blog e siga nossos perfis nas redes sociais (Facebook e Instagram)! Estamos te esperando.