OMS retira transtornos de identidade de gênero da nova lista de saúde mental

A Organização Mundial da Saúde(OMS) já não considera mais a disforia de gênero, sentimento de que o corpo não reflete seu verdadeiro sexo, como uma doença mental. Essa mudança foi anunciada no mais novo catálogo da Classificação Internacional de Doenças (CID) da OMS, e será refletida em outros catálogos a partir de 2022, após a mudança ser apresentada ao corpo legislativo da OMS em 2019.

Especialistas reforçam que a incompatibilidade entre o corpo e a sensação interna de gênero não é uma doença mental. Em vez disso, o que precisa ser abordado são o estresse, ansiedade e depressão que vêm junto com o que vive o indivíduo. A condição também tem sido chamada de ‘transexualismo’, mas para alguns o termo está ultrapassado ou é ofensivo. A palavra ‘transgênero’ é muitas vezes usada para descrever alguém que sente que o seu corpo e sexo não são iguais.

Para a OMS, existem evidências de que a incongruência de gênero não é um problema mental, mas que ainda “há a necessidade de garantir atendimento às demandas específicas de saúde da população trans”, o que explica o fato de o termo não ter sido retirado totalmente da CID. Além disso, a Organização destaca que este é um passo importante para a redução do estigma e da discriminação em relação a essa população, além de garantia do acesso à saúde.