Garota adolescente com semblante triste sentada na escada segurando dois fichários e uma apostila

Dra. Glória Braga

Já não é tão fácil assim, para os pais, identificarem as necessidades físicas de seus filhos e supri-las do jeito correto. A comida deve ser nutritiva, o tempo de descanso o suficiente e por aí vai. Imagina, então, com pode ser difícil atentar-se, também, para a saúde emocional do pequeno?

Se nós, adultos, não conseguimos descrever nossos sentimentos, imagine as crianças? Isso sem falar no desenvolvimento social e psicológico dos filhos. Como saber se eles estão sendo criados do jeito certo?

Bem, todos nós sabemos que uma boa saúde mental permite que as crianças pensem com clareza, desenvolvam-se socialmente e aprendam novas habilidades. Além disso, bons amigos e palavras encorajadoras de adultos são importantes para ajudá-las a desenvolver autoconfiança, autoestima e uma perspectiva emocional saudável da vida.

Pensando nisso, preparamos um guia para que você aprenda, de uma vez por todas, a cultivar a saúde emocional do seu filho e, claro, aprimorar as técnicas que sua família já usa com ele. Vamos lá?

Noções básicas para a boa saúde emocional de uma criança

Basicamente, uma criança precisa dos seguintes aspectos psicológicos e sociais para crescer bem:

  • amor incondicional da família;
  • autoconfiança e autoestima;
  • a oportunidade de brincar com outras crianças;
  • ambiente seguro;
  • orientação e disciplina apropriadas.

Agora, vamos dar uma olhada de perto em cada um?

Dê às crianças amor incondicional

Amor, segurança e aceitação devem estar no coração da vida de uma família. As crianças precisam saber que o amor que elas recebem dos pais e entes mais próximos não depende de suas realizações.

Erros e/ou derrotas devem ser esperados e aceitos. A confiança entre o pequeno e você só cresce em um lar cheio de amor e carinho incondicionais.

Cultive a confiança e a autoestima das crianças

  • elogie-os: incentive os primeiros passos das crianças nas atividades que elas começaram a exercer (pode ser, literalmente, o primeiro passo, ou o primeiro encaixe em um jogo de bloquinhos, a primeira leitura etc).Permita, também, que elas explorem e brinquem, e comemore cada descoberta.Garanta-lhes uma conversa frequente e seja um participante ativo em suas atividades. Sua atenção ajuda a construir a autoconfiança e autoestima do pequeno.
  • seja honesto: não esconda seus fracassos de seus filhos, e não pegue pesado com os pequenos quando isso acontecer com eles. É importante que eles saibam que todos cometemos erros.
  • evite observações sarcásticas: se uma criança perde um jogo, ou falha em algo, descubra como ela se sente em relação à situação, ao invés de criticá-la.
  • estimule a diversão: mostre a elas que, além de se esforçarem para darem o melhor de si, também é importante que elas aproveitem o processo e se divirtam com ele.

Incentive as crianças a brincarem!

Para as pequenos, brincar é apenas divertido. No entanto, saiba que esse tipo de dinâmica é extremamente importante para o seu desenvolvimento. Afinal, ela ajuda as crianças a serem criativas, aprender diversas habilidades de resolução de problemas e, o melhor, desenvolver o autocontrole.

Acredite: uma brincadeira boa e animada, que inclua correr e gritar, não é apenas divertida, mas ajuda as crianças a serem fisicamente e mentalmente saudáveis!

Incentive as brincadeiras com os amigos

Às vezes, é importante que as crianças passem um tempo com seus colegas. Ao brincar com os outros, os pequenos descobrem seus pontos fortes e fracos, desenvolvem um senso de pertencimento, trabalham sua noção de coletividade e aprendem a se darem bem com o próximo. Isso sem falar que, cá para nós: uma brincadeira com boas companhias é a melhor coisa que tem!

Brinque com o seu pequeno!

Junte-se à diversão! Jogar Banco Imobiliário, Damas, video games ou até mesmo colorir com uma criança oferece uma ótima oportunidade para compartilhar ideias e passar um tempo junto com ela.

Jogue pela diversão

Mostre ao pequeno que ganhar não é tão importante quanto se envolver e aproveitar a atividade. Uma das perguntas mais importantes a serem feitas às crianças após um jogo é: “você se divertiu?”, e não “você ganhou?”.

Em nossa sociedade orientada a objetivos, geralmente reconhecemos apenas os sucessos e vitórias. Essa atitude pode ser muito desencorajadora e frustrante para as crianças que estão aprendendo e experimentando novas atividades. É mais importante que elas participem, divirtam-se e tirem boas lições de uma atividade do que, necessariamente, ganhá-la.

O uso da TV deve ser monitorado

Tente não usar a TV ou a internet como babás regularmente, e seja seletivo na escolha de programas de televisão para crianças.

Fornecer orientação apropriada e disciplina instrutiva

As crianças precisam da oportunidade de explorar e desenvolver novas habilidades e independência. Ao mesmo tempo, elas precisam aprender que certos comportamentos são inaceitáveis ​​e que elas são responsáveis ​​pelas consequências de suas ações.

Como membros de uma família, os pequenos precisam aprender as regras de sua casa. Ofereça orientação e disciplina de forma justa, clara e consistente. Pode ter certeza de que eles levarão essas habilidades sociais e regras de conduta para a escola e, eventualmente, para a vida.

Sugestões sobre orientação e disciplina:

  • seja firme, mas gentil e realista com suas expectativas;
  • critique o comportamento, não a criança;
  • evite usar de ameaças e subornos para transmitir ao pequeno o que você quer;
  • dê às crianças as razões pelas quais você as está disciplinando, e quais podem ser as possíveis consequências de suas ações;
  • fale sobre seus sentimentos, e peça para que o pequeno fale sobre os dele também;
  • ensine que pedir desculpas faz parte do processo, e que não precisa sentir vergonha de estar errado, caso você procure sempre melhorar;
  • lembre-se de que o objetivo não é controlar a criança, mas sim aprender a se controlar.

Forneça um lar seguro

Não há problema em sentir medo de vez em quando, e as crianças precisam entender isso. Todo mundo tem medo de algo em algum momento de sua vida. Medo e ansiedade nascem de experiências que não entendemos.

Se seus filhos têm medos que não desaparecem e afetam seu comportamento, o primeiro passo é descobrir o que os assusta. Seja amoroso, paciente e tranquilizador, não crítico.

Sinais de medo

Maneirismos nervosos, timidez, abstinência e comportamento agressivo podem ser sinais de medos na infância. Uma mudança nos padrões normais de alimentação e sono também pode sinalizar um temor doentio.

As crianças que “ficam doentes” ou se sentem ansiosas regularmente podem ter alguns problemas que precisam de atenção.

E por fim, quando procurar ajuda?

Pais e familiares geralmente são os primeiros a perceber se uma criança tem problemas emocionais ou de comportamento. Se você suspeitar de que algo não vai bem, ou tiver alguma dúvida, consulte seu pediatra ou entre em contato com um profissional de saúde mental.

Sinais de aviso

Os seguintes sinais podem indicar a necessidade de assistência ou avaliação profissional:

  • declínio no desempenho escolar;
  • notas baixas, apesar dos fortes esforços;
  • preocupação ou ansiedade regulares;
  • recusa repetida de ir à escola ou participar de atividades normais de crianças;
  • hiperatividade ou inquietação;
  • pesadelos persistentes;
  • desobediência ou agressão persistentes;
  • birras frequentes;
  • depressão, tristeza ou irritabilidade.

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