Vista de cima de cachorro com alzheimer

Dra. Juliana Franzo

Atualmente, um dos maiores problemas da terceira idade em pets é o envelhecimento cerebral. Assim como nós, os cachorros e gatos também apresentam alterações cerebrais muito parecidas com as dos idosos humanos.

A partir dos 9 anos de idade, eles podem demonstrar alguns sinais de desgaste cerebral, ficar mais ausentes, apresentar comportamentos estranhos e até mesmo esquecer o que aprenderam durante a vida.

Em cães e gatos, esse comportamento/distúrbio é chamado Síndrome da Disfunção Cognitiva.

Sinais percebidos durante esse processo:

O pet costuma:

  • trocar o dia pela noite, ficar agitado, vocalizar (miar ou latir) e apresentar movimentos repetitivos pela casa;
  • apresentar desorientação, falta de reconhecimento do local em que vive, chegando até a não reconhecer os membros da família;
  • ter falta ou aumento de apetite, ou ainda se esquecer de que já se alimentou e pedir mais comida, inclusive em horários inadequados, como de madrugada;
  • apresentar atitudes estranhas como latir/miar para a parede, girar em círculos ou ainda se tornar agressivo e impaciente;
  • perder hábitos de higiene comuns, e começar a urinar e defecar em locais inapropriados;
  • sentir pouco interesse por exercícios e brincadeiras.

Como prevenir a Síndrome da Disfunção Cognitiva?

Para que nossos cães e gatos não passem por essa fase, ou que esta seja mais suave, precisamos cuidar deles desde muito jovens. Isso pode ser feito por meio de:

  • jogos e brincadeiras que estimulem a cognição;
  • passeios em ambientes apropriados;
  • alimentação com dietas terapêuticas para geriatras;
  • evitar produtos industrializados.

Além disso, fazer check-ups regularmente pode fazer toda a diferença para que o peludo apresente, ou não, essa disfunção.

Por fim, existem inúmeros nutracêuticos (compostos presentes nos alimentos que promovem melhora na saúde) que funcionam como antioxidantes e neuroprotetores. Sua função é prevenir e amenizar as alterações cognitivas dos peludos.

Lembre-se: é sempre melhor prevenir do que remediar!

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