mãe com bebe dormindo em seu colo

Dra. Clarissa Vieira

Após o nascimento, os bebês demandam alguns cuidados especiais. Dentre eles, um exame oftalmológico.

O teste do reflexo vermelho, conhecido como ‘Teste do Olhinho’ é um exame rápido recomendado pela Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP). Nele, um feixe de luz é projetado dentro dos olhos do bebê para observar seu reflexo através da pupila. O procedimento é feito por meio de um aparelho chamado ‘oftalmoscópio direto’.

Esse exame é comparado ao efeito de tirar uma foto com flash e observar se a pessoa apareceu com os olhos vermelhos. Caso haja algum obstáculo ao feixe luminoso que impeça a formação do reflexo, isto pode significar uma doença ocular como catarata, tumor ou descolamento de retina.

O teste do olhinho é geralmente realizado pelos pediatras no próprio hospital, logo após o nascimento. Se for detectada alguma alteração na visão do bebê, este será encaminhada ao oftalmopediatra.

No entanto, nem todas as maternidades oferecem o teste do reflexo vermelho, e nem todos os pediatras ficam seguros em avaliar o seu resultado.

Recomenda-se que os bebês sejam avaliados, ainda nos primeiros meses de vida, por um oftalmologista pediátrico. Se a família não se sentir segura em levar um recém-nascido até uma clínica ou consultório, existe a opção de fazer essa avaliação em casa.

Apesar de pouco difundida, esta opção vem sendo cada vez mais procurada pelo conforto e segurança que traz aos pacientes.

Quais doenças são identificadas no teste do olhinho?

O Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO) registra anualmente 33 mil casos de crianças com perda de visão no país. Quase um terço desses problemas podem ser prevenidos e tratados quando diagnosticados precocemente, o que reforça a importância do ‘teste do olhinho’.

De modo geral, segundo o CBO, cerca de metade das crianças cegas do mundo têm essa deficiência devido a causas evitáveis (15% tratáveis e 28% preveníveis). São chamadas de causas evitáveis de cegueira aquelas que têm prevenção ou são tratáveis para preservar a visão.

Podem ser prevenidas as causas de:

  • Cicatriz corneana;
  • Doenças infecciosas;
  • Retinopatia da prematuridade.

Causas tratáveis incluem:

  • Catarata;
  • Glaucoma congênito;
  • Retinopatia da prematuridade grave.

Algumas doenças que podem ser evitadas com o teste

  • Catarata Congênita: principal causa da cegueira na infância. Caracterizada pelo cristalino opaco. É uma malformação que ocorre durante a gestação e, por isso, o bebê já nasce com a doença.
  • Glaucoma Congênito: afeta a criança desde o nascimento até os três anos de idade. Se apresenta pelo aumento da pressão intraocular. Há perda do brilho da região da íris e aumento do volume do globo ocular. Pode levar à cegueira quando não tratado.
  • Retinopatia da Prematuridade: proliferação anormal de vasos sanguíneos da retina, atingindo principalmente bebês prematuros. Juntamente ao glaucoma congênito, é uma das maiores responsáveis pela cegueira infantil.
  • Retinoblastoma: é o câncer intraocular mais comum na infância. Acomete cerca de um em cada 20 mil nascidos vivos, com maior incidência nas crianças com menos de cinco anos de idade. É causado por uma mutação. É importante o acompanhamento do oftalmopediatra.

A consulta oftalmológica em casa

A consulta de oftalmologia em casa completa inclui, além do teste do olhinho:

  • Avaliação da acuidade visual;
  • Inspeção das pupilas;
  • Medida da pressão ocular;
  • Exame de refração;
  • Exame do fundo de olho;
  • Exame biomicroscópico;
  • Prescrição de óculos ou medicamentos se necessário.

Saiba mais sobre este exame e sobre o atendimento oftalmológico domiciliar clicando aqui. Lembre-se do quanto é importante se conscientizar da necessidade do Teste de Olhinho e outros procedimentos para a saúde ocular dos bebês.

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